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Maior preço e condições financeiras que permitem a maximização do encaixe financeiro foram os motivos que o Governo valorizou na proposta do empresário.
O Governo aprovou hoje a venda das ações representativas da totalidade da capacidade social da Atlântico -- Pavilhão Multiusos de Lisboa, em conjunto com o Pavilhão Atlântico, ao agrupamento Arena Atlântico de Luís Montez.
Em comunicado, o executivo refere que «a escolha do candidato à compra do Pavilhão Atlântico foi precedida de uma fase de negociações que teve como objetivo tornar as propostas apresentadas mais competitivas e, consequentemente, potenciar os fins delineados para a transação».
O executivo adianta que a proposta vencedora destacou-se, em particular, pelo «maior preço e demais condições financeiras que permitem a maximização do encaixe financeiro».
Na corrida à compra do edifício estiveram dois consórcios: um composto pelo promotor de espetáculos Álvaro Covões, o empresário António Cunha Vaz e a Confederação da Indústria Portuguesa, e outro formado pelo promotor Luís Montez, pela promotora Ritmos & Blues e pela atual gestora do Pavilhão Atlântico.
O Governo fez saber que queria ver acautelado o caráter cultural do espaço, com «uma programação atrativa, variada e culturalmente relevante» e que continue a ser um «polo dinamizador da economia local e nacional».
O potencial comprador teria ainda de apresentar um plano de negócios para quatro anos que incluísse investimento, financiamento e acautelasse condições para os trabalhadores.
O Governo anunciou em março que pretendia vender o Pavilhão Atlântico e a empresa que detém a sua concessão, no âmbito da reestruturação do setor empresarial do Estado.
O Pavilhão Atlântico e a empresa Atlântico -- Pavilhão Multiusos SA são detidos pela Parque Expo'98, cujo capital é detido em 99,4 por cento pelo Estado. A venda abrange ainda a empresa de venda de bilhetes Blueticket, que é editada pela empresa Atlântico.
Notícia atualizada com informação dos dados do negócio