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O PCP vai chamar ao parlamento Maria Luís Albuquerque e o antigo ministro das Finanças socialista, Teixeira dos Santos, na sequência do alegado envolvimento de portugueses esquema de fraude fiscal e branqueamento de capitais em contas bancárias na filial suíça do banco britânico HSBC.
Os comunistas querem saber, por parte da ministra das finanças, o que até agora foi feito pelo Estado português, isto depois de o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ter informado que estariam a ser feitas diligências junto dos investigadores do chamado "Swissleaks", para recolher dados sobre o envolvimento de portugueses neste esquema bancário.
Quanto a Teixeira dos santos, o PCP sublinha que em 2009 questionou o então ministro das Finanças sobre as diligencias relativamente à chamada «mega fraude do Liechtenstein», perguntas que nunca forma respondidas.
O PCP espera agora que quer o PS quer a maioria viabilizem o requerimento para que Teixeira dos Santos e Maria Luís Albuquerque prestem todos os esclarecimentos necessários.
Também hoje o Bloco de Esquerda anunciou que vai chamar ao parlamento o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, com caráter de urgência, a propósito do "Swissleaks"
«Onde é que esteve a atuação do Governo português, da Autoridade Tributária ao longo destes cinco anos", questionou o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, referindo-se ao facto de as primeiras informações sobre o chamado caso "Swissleaks" terem sido conhecidas em 2010.
A investigação, batizada "Swissleaks", revela documentos fornecidos por um informático, Hervé Falciani, ex-trabalhador do HSBC em Genebra, ao governo francês em 2008, que deu início a uma investigação. O jornal francês Le Monde teve acesso a parte da documentação e partilhou-a com aquele consórcio e com jornalistas de mais de 40 países.