Pinto Luz diz que não é PS quem define se tem condições para liderar privatização da TAP

Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas
Filipe Amorim/Lusa (arquivo)
"O PS tem muitos ziguezagues e no que diz respeito à TAP tem muitos telhados de vidro e, por isso, estou absolutamente à vontade e diria até ansioso por poder voltar ao Parlamento a discutir o tema TAP", atira o governante
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, mostrou-se esta segunda-feira disponível para ir "com gosto" ao Parlamento e ressalvou que não cabe ao PS definir se tem ou não condições para liderar o processo da TAP.
"Estive lá [no Parlamento] há 15 dias e irei quando entenderem. Vou sempre ao Parlamento, e com gosto, eu gosto muito de ser escrutinado. É bom que o Parlamento possa escrutinar aquilo que faço", assumiu Miguel Pinto Luz.
O ministro das Infraestruturas disse ainda que sabe que o Partido Socialista (PS) "voltou à carga" a dizer que Miguel Pinto Luz "não tem condições" para levar a cabo a privatização da TAP.
"Isso não cabe ao PS definir. Já o pediu em 2024, agora voltou a pedir. O PS tem muitos ziguezagues e no que diz respeito à TAP tem muitos telhados de vidro e, por isso, estou absolutamente à vontade e diria até ansioso por poder voltar ao Parlamento a discutir o tema TAP", afirmou.
Um tema que disse conhecer "profundamente" e assumiu que está "comprometido na conclusão desta privatização e é isso que agora move" o Governo e "tudo o resto é ruído e tentativa de desviar atenções e aquilo que o país já está cansado".
"E como está cansado nós estamos a fazer diferente. Nós estamos a fazer para concretizar um Portugal melhor para todos os portugueses", acrescentou.
Miguel Pinto Luz falava aos jornalistas em Viseu à margem de uma reunião com 18 autarcas de duas Comunidades Intermunicipais (CIM) Viseu Dão Lafões e Região de Coimbra, sobre o futuro do IP3.
Isto, depois de ser questionado sobre o PS ter dito que o atual ministro das Infraestruturas e da Habitação não tem condições de liderar o processo de privatização da TAP e de exigir a sua presença no Parlamento para falar sobre o tema.
O governante também foi confrontado com uma notícia do jornal Correio da Manhã que escreveu sobre um "contrato de mais de 1,6 milhões de euros (ME) assinado entre a TAP e uma empresa fantasma".
"Nada a dizer. A Justiça que possa investigar ao mais ínfimo pormenor tudo, tudo, como sempre temos dito. Nos últimos dez anos sempre o dissemos. Estamos absolutamente empenhados, agora, é na privatização da TAP", reagiu.
Neste sentido, afirmou que "a TAP tem que ser privatizada" e por isso disse que o Governo tem "de encontrar o melhor comprador que garanta toda a intervenção e investimentos na companhia", assim como "a manutenção do hub, das rotas, do investimento, a manutenção da visão estratégica e da marca TAP para Portugal", acrescentou.
Uma imagem que, no seu entender, "fica afetada" com as notícias que são divulgadas "nos timings que estão a acontecer".
"Mas nós estamos a trabalhar para que seja a melhor privatização possível", afirmou.
