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Portugal está hoje a realizar uma emissão sindicada de títulos de dívida pública a sete anos, uma maturidade que até agora não existia.
De acordo com a agência de informação financeira, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública mandatou cinco instituições financeiras para realizarem a operação: o BNP Paribas, o JPMorgan, o Morgan Stanley, o Nomura e o Novo Banco.
Ontem, a Bloomberg noticiava que a emissão destas Obrigações do Tesouro a sete anos, uma maturidade que atualmente não existe, deveria ser lançada "num futuro próximo", embora estivesse "sujeita às condições do mercado".
De acordo com o programa de financiamento para o terceiro trimestre, a instituição liderada por Cristina Casalinho prevê a realização de emissões de Obrigações do Tesouro "através da combinação de sindicatos e leilões".
Antes desta, já o IGCP havia realizado uma emissão em abril, quando colocou dois mil milhões de euros em dívida a 10 anos e 500 milhões em títulos a 30 anos. Isto depois de, em Janeiro, Portugal ter lançado as mesmas linhas de OT: 2025 e 2045.
O momento é oportuno, dizem os analistas, já que antecipa a possível subida dos juros nos Estados Unidos e preenche uma lacuna no perfil de dívida portuguesa.