
Peter Breiter, CEO of Raiffeisen Gammesfeld eG bank, prepares to roll Euro coins in paper at the bank in Gammesfeld, Baden-Wuerttemberg, January 29, 2013. The Raiffeisen Gammesfeld eG cooperative bank is one of the country's smallest banks and is the only one to be run by just one member of staff. All banking duties are done by CEO Breiter who records the daily business by hand, partly on paper. The bank is not connected to a database system, there are no automatic teller machines (ATMs) and its customer base consists only of residents of the town of Gammesfeld which has a population of around 510. Picture taken January 29, 2013. REUTERS/Lisi Niesner (GERMANY - Tags: BUSINESS) - GM1E92D176T01
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Associação de consumidores diz que portugueses pagam um dos impostos mais caros da Europa sobre os juros ganhos nas poupanças.
A Deco alerta que Portugal é dos países onde o Estado mais ganha com as poupanças nos bancos.
Numa altura em que as taxas de juros estão a níveis historicamente baixos, a associação de consumidores fez contas e comparou o peso dos impostos, a chamada taxa liberatória, sobre os juros ganhos com depósitos bancários em quatro países europeus.
O economista da Deco, António Ribeiro, recorda que com a crise e as medidas de austeridade esta taxa subiu em Portugal de 20% até 28% em 2014, valor que se mantém em 2018 e não deverá baixar tão cedo.
Os 28% portugueses são "uma das taxas liberatórias mais elevadas do espaço europeu", defende a Deco, sublinhando que na Bélgica, por exemplo, as poupanças mais pequenas nem pagam qualquer imposto pelos juros ganhos.
As comparações entre países não são lineares, mas a associação destaca ainda o caso espanhol onde os juros de um depósito a prazo de 100 mil euros pagam 19% de imposto e os Italianos 26%, "percentagens inferiores à praticada em Portugal".
António Ribeiro diz que com este não-incentivo do Estado, naquilo que classifica como uma "tributação cega", é normal que a taxa de poupança portuguesa seja de apenas 4,4% do rendimento disponível, "bastante abaixo da média da zona euro (12%)", algo que não tem apenas como justificação "o baixo rendimento das famílias ou pela oferta de taxas próximas de zero ou mesmo nulas em muitos depósitos bancários".
Razões que levam a Deco a concluir que os portugueses "não têm razões para celebrar o Dia Mundial da Poupança" que se assinala a 31 de outubro.
A associação de consumidores pretende levar ao governo e aos deputados a proposta de redução da taxa liberatória de imposto sobre os produtos de aforro.