
Extração de petróleo off shore
@Anoop VS
A "dança" do barril de petróleo começou logo pelas 02h00 (hora TMG) nos mercados financeiros, depois de Donald Trump se pronunciar sobre a situação geopolítica do Irão e admitir uma intervenção militar norte-americana, apesar de desvalorizar qualquer operação
Os preços do petróleo caíram cerca de 3% nesta quinta-feira, após o Presidente norte-americano afirmar que "o massacre no Irão terminou" e minimizar uma eventual intervenção norte-americana.
A juntar à atual situação instável na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, a Rússia, outro produtor de petróleo, fez saber que seria o maior erro estratégico dos EUA. Seguiu-se a reação da Arábia Saudita, proibindo que qualquer avião militar use o seu espaço aéreo para um ataque ao Irão e Riade também alerta que um conflito com o regime de Teerão poderá provocar instabilidade em toda a região do Médio Oriente.
Numa declaração na Casa Branca, Trump acabou por dar sinais de adiamento de um eventual ataque ao Irão, apesar da frota estacionada no Mar da China e no Pacífico, se dirigir para o Médio Oriente.
O preço de Crude desceu para os 60,16 dólares o barril e o Brent desvalorizou 2,87% para 64,61 dólares o barril, cotações que tinha descido na véspera com o aumento da tensão em território iraniano.
O dólar recupera algum terreno na negociação cambial, sobe entre 0,09% e 0,15%, após uma semana negativa, de reação aos números do emprego, aquém da expetativa do mercado e das tensões entre a administração norte-americana e a Reserva Federal.
O presidente da Fed, Jerome Powell tem tido o apoio dos lideres dos outros bancos centrais estaduais no braço de ferro com Donald Trump para baixar as taxas de juro de referência nos EUA e o presidente norte-americano veio a publico negar que quer despedir Powell.
Já os juros das dívidas soberanas apresentam tendencia de subida na zona euro. A "bund" alemã a 10 anos, sobe 1,6 pontos-base, as obrigações francesas avançam 1,4 pontos e a "yield" portuguesa valoriza 1,3 pontos-base.
