
Pedro Passos Coelho após a reunião informal dos chefes de Estado e Governo e da UE
Reuters
Em Bruxelas, Passos Coelho disse que a «pior coisa que podia acontecer era anunciar a intenção de flexibilizar as regras do pacto de estabilidade e crescimento».
O primeiro-ministro reiterou que o programa de ajustamento português é para cumprir, uma vez que está convicto de que o crescimento da Europa requer austeridade.
«A pior coisa que podia acontecer hoje era virmos publicamente anunciar a intenção de flexibilizar as regras do pacto de estabilidade e crescimento ou que não vamos transpor a regra de ouro para o normativo nacional ou que não vamos cumprir as metas que tínhamos fixado», explicou Pedro Passos Coelho.
No final de uma reunião informal de chefes de Estado e Governo da União Europeia, em Bruxelas, o chefe do Governo português explicou que o «presidente francês afirmou que os esforços de austeridade e consolidação fiscal não são incompatíveis com o crescimento sustentável».
Contra a ideia defendida por François Hollande, Passos Coelho garantiu ainda ter alinhado contra a ideia da emissão de dívida conjunta europeia ao lado da Alemanha, uma vez que os «eurobonds não são uma resposta para a situação atual».
«Correspondem a um estádio de evolução da integração política e económica que deve ser acelerada e desejada, mas que não corresponde nesta altura a um salto qualitativo que objetivamente esteja ao nosso alcance», concluiu.