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Profissões de desgaste rápido e quem completar 65 anos até ao fim de 2013 não será afetado pelas alterações na idade da reforma. Em 2029, a idade da reforma vai subir para os 67 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos já em 2014 mas o Governo quer estabelecer regras mais favoráveis para carreiras contributivas mais longas.
Um documento do Governo que será debatido na próxima segunda-feira com patrões e sindicatos, e a que vários jornais tiveram acesso, revela que a intenção é que, por cada ano a mais de carreira contributiva, além dos 40 anos, haja uma redução de quatro meses na idade da reforma.
Assim, se a pessoa tem 41 anos de carreira a idade da reforma é de 65 anos e oito meses. Se tem 42 anos de contribuições a idade da reforma será de 65 anos e quatro meses. Já com 43 anos de contribuições a idade da reforma mantém-se nos 65 anos.
A proposta prevê ainda que quem fizer 65 anos até ao final de 2013 pode apresentar o pedido mais tarde, sem ser penalizado na idade da reforma. Salvaguardadas ficam ainda as pensões de invalidez.
Algumas profissões de desgaste rápido também vão ser protegidas. A reforma mantém-se aos 65 anos para mineiros, pescadores, pilotos, condutores de pesados, bailarinos, controladores de tráfego aéreo e para as bordadeiras da Madeira.
Em 2029, a idade da reforma vai aumentar para os 67 anos.
Contactado pela TSF, o secretário-geral da UGT lamenta que o Governo não informe primeiro os parceiros sociais sobre as alterações que pretende introduzir.
Carlos Silva adianta ainda que não concorda com um novo aumento da idade da reforma, questionando mesmo se a intenção do Governo é pôr os portugueses a trabalhar até à morte.
Também à TSF, Arménio Carlos, da CGTP, olha para este conjunto de propostas e alerta para o agravamento das penalizações que serão aplicadas a quem se reformar antecipadamente. Diz que se trata de mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e que o Governo insiste em seguir o caminho errado.