
olli Rehn
O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse que é «prematuro» abordar a questão da eventual extensão do prazo para Portugal corrigir o seu défice.
Questionado sobre o desejo já manifestado pelo Governo português de contar com mais um ano para corrigir o défice excessivo das contas públicas, face à revisão em baixa do crescimento económico, que Bruxelas hoje mesmo «confirmou» nas suas previsões económicas de inverno (projetando uma recessão de 1,9% este ano), Olli Rehn disse que é necessário aguardar pela conclusão da sétima revisão do programa de ajustamento.
«Do ponto de vista da Comissão, é prematuro falar de potenciais implicações para o procedimento por défice excessivo com base nestas previsões de inverno. A próxima missão da revisão começa na segunda-feira, e irá analisar em maior detalhe as projeções prováveis de crescimento económica e finanças públicas de Portugal, e como tal, a avaliação será feita durante esta sétima missão de revisão que começa na próxima semana», declarou Olli Rehn.
O comissário, que falava na conferência de imprensa de apresentação das previsões económicas de inverno, hoje divulgadas pelo executivo comunitário, remeteu por isso uma decisão para depois da conclusão da próxima avaliação que será levada a cabo a partir da próxima segunda-feira por membros da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.
«Voltaremos a este assunto na devida altura, depois de a missão de revisão ter concluído o seu trabalho», disse.
Na passada quarta-feira, o ministro das Finanças disse ser «razoável conjeturar» que Bruxelas dê mais um ano a Portugal face à revisão em baixa das projeções económicas.
Olli Rehn admitiu ainda que a Comissão Europeia, em conjunto com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, venham a rever as projeções para Portugal após a sétima revisão do programa de ajustamento.