A Confederação Portuguesa dos Micro, Pequenos e Médios Empresários (CPPME) alertou hoje que «pode ser um passo para o abismo de milhares e milhares de pequenos e médios empresários» se o IVA na restauração continuar nos 23 por cento.
O alerta foi lançado pelo secretário-geral da CPPME, José Brinquete, durante uma conferência de imprensa em Évora, realizada após reuniões com empresários de diferentes ramos de atividade, como restauração, construção civil e imobiliário, para conhecer os seus problemas e as suas propostas.
«O aumento do IVA dos 13 para os 23 por cento, que nós contestamos, pode ser um passo para o abismo de milhares e milhares de pequenos e médios empresários do setor da restauração», afirmou.
Ainda quanto à restauração e hotelaria, o dirigente da CPPME avançou que, se o IVA se mantiver nos 23 por cento, o ano de 2013 «ainda vai ser mais dramático».
«Há estudos que dizem que haverá quebras (encerramentos) na casa dos 40 por cento e se isto vier a acontecer é dramático», alertou.
Em termos gerais, José Brinquete chamou à atenção para o facto de a crise estar a levar ao «encerramento de milhares de microempresas», que são familiares, com mais dois ou três trabalhadores.
«Nos primeiros seis meses deste ano, fecharam 10 mil empresas por todo o país. Pensamos que isso é uma gota de água de todas as que fecharam», disse.
Manifestando-se contra as políticas que têm vindo a ser desenvolvidas pelo governo, o dirigente da CPPME, com sede no Seixal, defendeu o aumento do consumo interno e a dinamização e revitalização da economia, que «precisa de criar novos empregos».