
Foto: TSF
Na concessão de crédito à habitação para jovens, o banco usou 60% da sua quota e solicitou um reforço superior a 50% no montante da garantia pública destinada a apoiar os jovens no acesso à habitação, que deverá rondar os cem milhões de euros
O Santander informou, esta quarta-feira, o mercado que solicitou um reforço superior a 50% no montante da garantia pública destinada a apoiar os jovens no acesso à habitação, mas, para autorizar o pedido, o Ministério das Finanças terá de aumentar o limite global da medida.
Em comunicado, o banco adianta que, no âmbito desta medida, teve inicialmente acesso a 259 milhões de euros, o que significa a maior quota destinada à banca privada, mas apresentou agora um pedido adicional de 150 milhões de euros, refletindo a procura verificada.
Desde o lançamento da medida, o Santander recebeu mais de 36 mil pedidos de jovens para compra de casa, correspondendo a cerca de 6800 milhões de euros em solicitações de crédito à habitação.
Adianta ainda que, até ao momento, foram formalizadas escrituras num valor de 1,1 mil milhões de euros, equivalente a 60% do montante da garantia inicialmente atribuída ao banco.
Em 2025, cerca de metade dos créditos à habitação do Santander foram realizados por clientes com menos de 35 anos e, no total, o banco apoiou mais de 12.000 jovens na compra de casa, sendo que metade destes créditos a jovens foi concretizada no âmbito da garantia pública.
Com cerca de 20% dos novos créditos concedidos, o Santander justifica que este é um instrumento financeiro para apoio aos jovens no crédito para a compra da primeira habitação e continua a motivar forte procura.
Desde que foi lançada, há um ano, levou à concessão de 4,5 mil milhões de euros em crédito para a aquisição de casa e esta iniciativa do Santander segue o exemplo de outros bancos que já pediram reforço das respetivas quotas na medida, como a Caixa Geral de Depósitos, o BPI, o Banco Montepio, o Banco CTT e o Crédito Agrícola.
Para responder positivamente a este tipo de pedidos, o Governo deverá ter de aumentar o limite global da medida, numa altura em que, no geral, a banca já concedeu quase 23 mil créditos com garantia pública em 11 meses.
