
Águas de Portugal
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O jornal Público cita, esta manhã, documentos confidenciais do ano de 2000, quando José Sócrates era ministro do Ambiente, que definem uma estratégia para privatizar a Águas de Portugal.
Vários documentos confidenciais escritos há 11 anos e assinados por Mário Lino, então do grupo Águas de Portugal, e José Sócrates, ministro do Ambiente, em que era definia uma estratégia de privatização da empresa.
Numa primeira fase, 30 por cento seria vendido à EDP que mais tarde iria ceder essa participação à Thames Water, uma empresa inglesa de águas, e numa segunda fase previa-se a abertura em bolsa do capital da Águas de Portugal aos privados.
Todo o processo e estratégia de privatização da empresa foi montado com o conhecimento do então ministro do Ambiente, José Sócrates, que subscrevia a privatização e a entrada dos ingleses no capital da empresa.
Para além dos documentos confidenciais, o jornal Público cita entrevistas da época. Afirmações de Mário Lino a dizer que «já se está a privatizar» a Águas de Portugal ou de José Sócrates a afirmar que vê «a abertura a capitais privados» como algo que deve acontecer daqui a alguns anos.
A estratégia de privatização estava em marcha mas parou com a queda do Governo de António Guterres no final de 2001.