
Global Imagens/Steven Governo
O presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública disse hoje que a taxa de poupança das famílias portuguesas está a aproximar-se das taxas de poupança das alemãs.
«A taxa de poupança recuperou marcadamente nos últimos três anos, situa-se nos 13,6% do rendimento disponível e aproxima-se das taxas de poupança alemãs, mesmo num contexto de decréscimo de rendimento disponível», disse Moreira Rato, na conferência sobre "O valor da poupança e o rigor nas Finanças Públicas", promovida pelo Tribunal de Contas, que hoje decorreu em Lisboa, no âmbito Dia Mundial da Poupança.
Moreira Rato destacou ainda que os depósitos bancários mantiveram-se como o principal instrumento de aforro das famílias, representando cerca de 40% do total dos ativos financeiros.
Os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, no final de junho, os portugueses poupavam 13,6% do rendimento disponível, um valor acima do registado nos dois anos anteriores (11,6% em 2012 e 9,1% em 2011), o que denota um aumento da poupança apesar do corte de rendimentos provocado pelo aumento de impostos, desemprego e cortes de salários.
À margem da conferência, o presidente do IGCP disse aos jornalistas que «o nível de incerteza está espelhado nas taxas de juro» no mercado e admitiu que menos incerteza ajudaria a baixar os juros.
«Todos os riscos políticos que possam existir têm o seu impacto ao nível das taxas de juro», afirmou.
Moreira Rato reforçou ainda que «a resolução de alguma incerteza em relação ao processo do ajustamento orçamental e ao nível do mecanismo de saída do programa vai ajudar a baixar as taxas».
Questionado sobre uma eventual operação de troca de obrigações a realizar pelo Estado português, Moreira Rato afirmou não ter nenhuma «para avançar no curto prazo».