
Cerâmica de Valadares
Os trabalhadores da Cerâmica de Valadares decidiram manter o piquete de protesto nos próximos dias «até a administração tomar uma decisão».
«Decidimos continuar com o piquete no horário laboral, entre as 08:00 e as 17:00», disse Raul Almeida, membro da Comissão de Trabalhadores (CT), no final de um dia de protesto pelos salários em atraso.
Os cerca de 200 trabalhadores que se encontram em situação de lay-off desde junho têm em atraso os salários de maio, julho e subsídio de férias.
«Eles [administração] não pagam a ninguém. Estamos todos no mesmo barco e os trabalhadores [que não estão em lay-off] têm que ter a noção que se o Titanic for ao fundo, vamos todos», afirmou o trabalhador.
Raul Almeida recordou ainda que «em junho foi cometida uma ilegalidade» quando a empresa pagou com «tranche do lay off» os restantes trabalhadores.
O salário de julho para os cerca de 200 funcionários em lay-off já foi entregue pela Segurança Social à administração da empresa de cerâmica, mas o dinheiro ainda não chegou às mãos dos trabalhadores
«Não sai mais nada daqui até a administração tomar uma decisão», foi garantia deixada pela CT que, para «evitar que qualquer bem saia» das instalações, irá manter os cadeados nos portões durante os próximos dias, agendando para quinta-feira uma nova tomada de posição.
Com as portas trancadas, a administração da Cerâmica de Valadares decidiu hoje à hora de almoço "mandar para casa todos os trabalhadores (cerca de 100 ainda em funções) durante uma semana", encontrando-se a fábrica "parada" até dia 23.