
Leonardo Negrão/Global Imagens
Apesar do crescimento, a diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição prefere ser cautelosa, uma vez que "o clima económico não está totalmente consolidado".
As vendas do setor do retalho (alimentar e não alimentar) subiram 3% no ano passado, face a 2015, para 19.522 milhões de euros, segundo o Barómetro da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) divulgado esta terça-feira.
Durante a conferência de imprensa de apresentação destes dados, Ana Isabel Trigo Morais adiantou que nos dois primeiros meses deste ano houve também "um crescimento das vendas no setor".
No entanto, a diretora-geral da APED manifestou algumas "interrogações" sobre o desempenho das vendas no retalho durante 2017. "O nosso clima económico não está totalmente consolidado e sabemos que qualquer variação impacta o consumo. Olhamos com cuidado (...) para perceber se conseguimos manter a tendência" de 2016, acrescentou.
A diretora-geral da APED manifestou ainda o seu "agrado" com o aumento de investimento no setor do retalho.
Relativamente às promoções, a responsável disse que esta é uma tendência que veio para ficar: "As pessoas continuam a dar muito valor ao preço final". "Acreditamos que as promoções vão continuar a crescer em 2017", salientou.
De acordo com a APED, o maior contributo para o crescimento das vendas do setor foi dado pelo retalho alimentar, que registou um aumento de 3,6% do volume de vendas para 11.658 milhões de euros, com as categorias perecíveis e congelados a destacarem-se com uma subida de 7,9% e de 5%, respetivamente.
"Positivo foi também o desempenho da categoria laticínios que, depois de vários meses em queda, registou um crescimento de 0,1% face ao ano transato", refere a APED, que acrescenta que, em "contraponto, bazar ligeiro foi a categoria com maior quebra (-0,3%)".