Vila Flor avança com barragem de regadio e ecoparque para reforçar agricultura e turismo

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Investimentos estruturantes visam criar novas áreas irrigadas, atrair jovens agricultores e dinamizar a oferta turística do concelho
Vila Flor tem em curso dois dos maiores investimentos das últimas décadas, centrados na agricultura e no turismo, considerados pilares da economia local. Um deles é a construção de uma barragem na freguesia de Freixiel, destinada a permitir o regadio de cerca de 600 hectares de culturas agrícolas.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Pedro Lima, sublinha a dimensão do projeto, apontando-o como estruturante para o desenvolvimento do concelho. Revela que "a rede de rega está quase executada", com "cerca de 85%" dos trabalhos já realizados. A seguir, avança com a "primeira pedra" da barragem propriamente dita "em abril de 2026". "Será um investimento estruturante, que vai gerar desenvolvimento em cerca de 600 hectares de regadio e que vão passar a existir no concelho de Vila Flor", sublinha o autarca.
O autarca defende que, após a conclusão da infraestrutura, será necessário criar incentivos para a instalação de novos agricultores e para a modernização das explorações existentes. "Precisamos de continuar a apostar na juventude, apoiar jovens agricultores que aproveitem esta oportunidade que a barragem lhes vai proporcionar", frisa o edil.
Pedro Lima acrescenta que o objetivo passa também por promover uma mudança na forma de utilização das terras abrangidas pelo perímetro de rega. Na sua opinião, "agricultores que já tenham explorações dentro dessa área devem aproveitar para diversificar culturas e aumentar a rentabilidade das propriedades, evitando que exista água disponível sem culturas para regar".
Outro projeto considerado prioritário é a criação de um ecoparque junto à barragem do Peneireiro, destinado a reforçar a atratividade turística. A iniciativa pretende dar novo dinamismo ao parque de campismo ali existente, inaugurado em 1983 e que durante muitos anos atraiu milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
Segundo o autarca, a primeira fase do ecoparque será dedicada ao "autocaravanismo", respondendo à procura crescente deste tipo de turismo. O espaço terá capacidade para "52 autocaravanas", incluindo lugares preparados para veículos de maiores dimensões.
