O presidente da Vinci Concessions afirmou hoje que pretende manter a atual administração da ANA, considerando que a empresa «está muito bem gerida», e que os trabalhadores devem estar «otimistas» em relação ao futuro.
À margem da cerimónia de formalização da venda, o presidente executivo da Vinci Concessions, Louis-Roch Burgard, elogiou a gestão da ANA, admitindo que o objetivo do novo dono é manter a atual equipa, liderada por Jorge Ponce de Leão.
Em declarações aos jornalistas, Jorge Ponce de Leão escusou-se a comentar o convite do grupo francês para continuar à frente da empresa gestora dos dez aeroportos portugueses, adiantando que a decisão será, em primeiro lugar, comunicada ao grupo francês.
Questionado sobre as preocupações dos trabalhadores em relação à manutenção dos postos de trabalho, Louis-Roch Burgard afirmou que «não há razão para estarem ansiosos, mas para estar otimistas em relação ao futuro».
Com a aquisição da ANA, por 3.080 milhões de euros, o grupo francês pretende alcançar a «liderança na gestão aeroportuária» e passar a operar «em qualquer parte do globo».
Até agora, o negócio de gestão aeroportuária da Vinci estava limitado a 13 aeroportos (10 em Espanha e três no Cambodja).
Por isso, o presidente da Vinci Concessions considera que o montante pago pela empresa portuguesa reflete «o valor presente e futuro da empresa», que será estratégica para se posicionar em concursos internacionais.
O Governo português formalizou hoje o acordo para a privatização da ANA ao grupo francês Vinci, que permitirá ao Estado arrecadar 3.080 milhões de euros.
Para o negócio se concretizar fica a faltar a luz verde da concorrência europeia.
O Governo anunciou a 27 de dezembro a decisão de vender 95% do capital da ANA (os restantes 5% são para os trabalhadores) à Vinci, uma semana depois de ter decidido suspender o processo de privatização da TAP, que tinha como único candidato o empresário German Efromovich.