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Carlos César espera consequências nas Forças Armadas depois da demissão do ministro

O presidente do PS indicia uma eventual saída do Chefe do Estado-Maior do Exército. Carlos César diz ainda que a remodelação do Governo foi "uma opção do primeiro-ministro".

Carlos César acredita que a demissão do ministro da Defesa "traz um novo fôlego e uma nova autoridade" que deve ter também "consequências do ponto de vista das Forças Armadas, em particular, do exército". O presidente do PS indicia uma eventual saída do Chefe do Estado-Maior do Exército.

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O socialista disse ainda, durante o programa da TSF, Almoços Grátis, que a remodelação do Governo resultou de uma "opção do primeiro-ministro" que entendeu que determinadas áreas ganhariam com "a substituição desses titulares"

"Tratando-se de áreas onde não se observou um impedimento de nenhum dos seus titulares, trata-se de uma opção do primeiro-ministro de avaliação do desenvolvimento da atividade governativa nessas áreas e o seu entendimento é que elas ganhariam um novo fôlego com a substituição desses titulares."

O presidente do PS considerou ainda que "não é anormal" a tomada de posse dos novos ministros acontecer depois da entrega do Orçamento do Estado para 2019, sublinhando que as substituições, nomeadamente no ministério da Saúde, mostram que "Não somos todos Adalberto, nem somos todos Centeno."

"As remodelações neste momento demonstram que somos todos Costa"

Já o social-democrata Luís Montenegro defende que a remodelação do Governo se trata de "um ato de confissão de falhanço político" que resulta de uma "crise governativa" que vai subsistir apesar das alterações, uma vez que os acontecimentos à volta do furto das armas em Tancos não ficam resolvidos com a saída de Azeredo Lopes.

Luís Montenegro sublinha ainda que a remodelação se trata de "uma mudança de cosmética, uma mudança de caras" que não trará qualquer "alteração substantiva", sobretudo na área da Saúde.

"Tanto quanto nos é dado a perceber, as filas nos hospitais não devem ter alterado da outra semana para esta", realça Montenegro.

Com Anselmo Crespo

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