desigualdade salarial

Em todas as profissões, mulheres ganham menos do que os homens

Dos trabalhadores não qualificados aos gestores e diretores, veja as diferenças.

Em todas as categorias profissionais e em todas as fases da carreira, "os homens ganham sempre mais do que as mulheres". A conclusão é do estudo sobre "Igualdade de género ao longo da vida: Portugal no contexto europeu", coordenado pela socióloga Anália Torres e feito por investigadores do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Do topo à base, elas ganham menos que eles, entre os gestores e diretores, nos técnicos intermédios, mas também na agricultura, nos trabalhadores qualificados da indústria e até nas atividades intelectuais.

Na categoria dos gestores, dirigentes e diretores, a diferença mensal ronda os 600 euros entre quem tem entre 30 e 49 anos de idade, enquanto nos técnicos intermédios e trabalhadores qualificados chega aos 200 euros, descendo para perto de 100 euros nos trabalhadores não qualificados.

Desigualdades desde o início da carreira

O estudo também conclui que "a disparidade salarial aumenta ao longo das idades da vida, sempre penalizadora para as mulheres".

Por outro lado, "a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho pago [nas últimas décadas] não foi acompanhada, em igual ritmo e intensidade, por um aumento da participação masculina no trabalho não pago", tanto na Europa como em Portugal.

Não é novidade, as mulheres gastam muito mais tempo na prestação de cuidados à família e à casa.

O estudo destaca ainda que "assimetrias de género ocorrem logo" no início da vida ativa: elas ganham não apenas menos, mas têm também menos segurança nos vínculos laborais, ou seja, mais contratos a prazo ou temporários, e menos perspetivas de carreira profissional, problemas que que continuam depois dos 30 ou mesmo 40 anos de idade.

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