Exploração de petróleo "é uma declaração de guerra" contra o Algarve e Alentejo

Trinta entidades assinam manifesto contra a prospeção de petróleo ao largo da costa alentejana e algarvia.

Várias associações ambientalistas e empresariais uniram-se a autarcas do Alentejo e do Algarve para exigir ao governo o cancelamento imediato da autorização para prospeção de petróleo a 40 quilómetros da costa ao largo de Aljezur.

As mais de 30 entidades consideram que levar para a frente a concessão de pesquisa e exploração de petróleo é um erro político, ambiental e económico.

"Se o governo insistir sinto isso como uma declaração de guerra à região", condena Joaquina Matos, presidente da câmara de Lagos, uma das vozes que se insurgem contra a prorrogação da concessão ao Consórcio Eni/ Galp para a exploração de hidrocarbonetos na região do Algarve e Costa do sudoeste alentejano.

Também José Amarelinho, presidente da câmara de Aljezur, afirma não compreender que o governo assine acordos internacionais sobre o clima e energias alternativas e depois aposte em soluções do passado. "Começa a ser hipócrita", condena.

Entre as muitas personalidades presentes no encontro contavam-se o cineasta António Pedro Vasconcelos e a escritora Lídia Jorge.

Argumentam a falta de estudo impacto ambiental neste processo, o facto de todos os municípios e populações se terem manifestado contrários à exploração de petróleo e o facto de estar em causa o futuro do turismo.

Francisco Ferreira, dirigente da associação Zero não tem dúvidas: "A decisão do secretário de Estado da Energia foi lamentável e incompreensível. Desperdiçou a oportunidade única de cancelar de uma vez por todas uma opção errada e danosa para o país".

As entidades que assinam este manifesto vão pedir uma reunião com caráter de urgência ao primeiro-ministro e enviar o documento aos ministros do Ambiente e da Economia.

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