Comboios

Governo nega linha de alta velocidade entre Évora e Mérida

Ministério do Planeamento e das Infraestruturas diz à TSF que a linha de comboios que irá avançar é uma convencional e não de alta velocidade.

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas assegura, em declarações à TSF, que não vai avançar com qualquer linha de alta velocidade.

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A agência Lusa noticiou, esta manhã, que a Comissão Europeia iria divulgar esta quinta-feira a decisão de avançar com um comboio de alta velocidade entre as cidades de Évora, em Portugal, e Mérida, em Espanha.

Segundo a agência noticiosa, um fonte europeia terá afirmado, à margem de uma conferência sobre a rede de transporte transeuropeu, que a decisão teria surgido depois de uma reunião entre a comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc, e os ministros de Portugal, Espanha e França.

Contactado pela TSF, o Governo português nega a construção de uma linha de alta velocidade no país.

De acordo com o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, o que irá avançar é uma linha ferroviária convencional, que já estava prevista. O executivo admite a possibilidade de a fonte da Comissão Europeia ter feito confusão entre a linha convencional e uma linha de alta velocidade, uma vez que esta linha está projetada para o corredor das redes transeuropeias.

"É, agora, tempo para executar e produzir resultados"

Por seu lado, numa reação enviada à TSF, a Comissão Europeia "felicita o compromisso renovado de Espanha e de Portugal para criar uma ligação ferroviária convencional entre Évora e Mérida", acrescentando: "Contrariamente a alguns relatos e alegações, a Comissão não exige que esta secção seja de alta velocidade."

"Todavia, o direito da União exige que a infraestrutura ferroviária principal da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), à qual pertence a secção Évora-Mérida, cumpra determinados padrões de desempenho, incluindo a eletrificação total e a execução do Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário (ERTMS) e no que se refere ao comprimento dos comboios, à carga por eixo e à velocidade da linha. É, agora, tempo para executar e produzir resultados", refere ainda a Comissão.

(Notícia atualizada às 16h22)