Montijo levanta voo. Governo entrega à ANA construção de novo aeroporto

"As outras soluções não são solução", defende o presidente da Comissão Executiva da ANA, Aeroportos de Portugal. Esta terça-feira é assinado o contrato em que o Governo entrega à ANA a construção de um novo aeroporto, no Montijo.

Foi há três meses perante os deputados que o presidente da Comissão Executiva da ANA, Aeroportos de Portugal, Thierry Ligonnière, explicou tudo sobre o novo aeroporto.

Palavras que ficam registadas e que nunca mais foram ouvidas. Thierry Ligonnière disse preto no branco porque não é feita uma Avaliação Ambiental Estratégica.

"A avaliação ambiental estratégica tem como objetivo compararem várias soluções e o entendimento do concedente [Estado] e o nosso é que as outras soluções não são soluções", argumenta.

Assim, "o caderno de encargos que nos foi comunicado é muito claro e não deve haver envolvimento financeiro do Estado e deve haver uma evolução razoável e mantendo a competitividade das taxas aeroportuárias. Com este caderno de encargos as outras soluções que poderiam ter sido consideradas não são soluções, não encaixam na equação económica", defende Thierry Ligonnière.

O presidente da Comissão Executiva da ANA também defende a extensão da pista no Montijo que "vai ser ampliada um pouco mais de 300 metros para sul para não entrarmos na ZPE" (Zona de Proteção Especial das Aves).

Com esta pista, o aeroporto fica preparado para receber aviões de médio e longo curso e "a infraestrutura do Montijo está planeada para poder atingir uma capacidade de perto de 20 milhões de passageiros (por ano) e 24 movimentos por hora, no fim da concessão em 2062", mas este é um "cenário modesto", garante Thierry Ligonnière.

O novo aeroporto vai ter um estaleiro de obra ao longo de 33 meses e inclui a construção de uma circular externa no Montijo, de um novo acesso direto do aeroporto à Ponte Vasco da Gama, da Variante da Atalaia e de duas avenidas de ligação ao Cais do Seixalinho.

Além disso, o memorando de entendimento da ANA com o Governo contempla o encerramento da pista secundária da Portela, a pista 17/35.

"O fecho definitivo da pista 17/35 é uma condição necessária para permitir os desenvolvimentos no aeroporto de Lisboa para podermos aliviar, finalmente, a saturação no curto prazo. Assim que a pista 17/35 estiver fechada nós conseguimos arranjar mais posições de estacionamento para o sul do terminal 1, na placa central" vai ser possível estender o terminal 1 criando mais salas de embarque e o AT1 da Força Aérea será recolocado do outro lado da pista, explica o presidente da Comissão Executiva da ANA.

Deste modo, o aeroporto Humberto Delgado que tem uma média de 38 movimentos por hora passaria para 46 movimentos.

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