OE2018

Marcelo não quer "orçamento eleitoralista"

Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos partidos "bom senso" para conseguir um equilíbrio entre investimento, proteção social e o controlo do défice.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu esta sexta-feira ao governo e aos partidos que o apoiam "bom senso e realismo" na gestão orçamental, deixando desde já alertas contra um eventual "orçamento eleitoralista" para 2019.

"É preciso olhar para o ano que vem e, sobretudo, quando se conceber o Orçamento para 2019, resistir à tentação de ele ser um orçamento eleitoralista", declarou o chefe de Estado, no encerramento do 7.º Congresso Nacional dos Economistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O chefe de Estado começou por se referir ao Orçamento do Estado para 2018, considerando que terá de se conseguir "um equilíbrio complexo" entre incentivos ao investimento, proteção social e controlo do défice.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, é preciso ter em conta "a eventualidade de nem sempre a evolução do crescimento, a evolução do emprego - no caso português, como no caso europeu, como no contexto internacional - ser tão propícia".

"É um equilíbrio complexo. Que terão de admitir que não passa apenas pela economia e os economistas, passa muito pelo sistema político e o seu funcionamento", referiu, dirigindo-se aos economistas na assistência.

No final do discurso, o chefe de Estado falou do Orçamento para 2019, defendendo que não pode ser construído "na base de uma pressão excessiva no domínio das prestações sociais, sobretudo com pensamento eleitoralista, que não seja comportável no quadro de uma trajetória que é ambiciosa em termos de défice nominal e de défice estrutural".

"Dir-me-ão: mas não é o problema deste ano já, nem sobretudo. É-o, na medida em que uma parte do que vai ser pensado para os próximos anos está a ser pensado hoje", argumentou.

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