
lusa/Paulo Novais
Catarina Martins acusa o primeiro-ministro de ter faltado à verdade. Primeiro, por ter dito que a dívida não crescia, segundo, quando assegurou que ela estava controlada.
Foi depois de um comício improvisado, em cima dum pneu, em frente à casa do povo de Vizela, no distrito de Braga, que Catarina Martins comentou, os resultados do Banco de Portugal em relação à dívida pública. A líder do Bloco condena o radicalismo e irresponsabilidade do
Governo, ao mesmo tempo que acusa Pedro Passos Coelho de mentir duas vezes.
"Na altura Pedro Passos Coelho disse que a dívida pública não crescia e que este governo tinha controlado a dívida. São duas mentiras. Os dados que conhecemos hoje sobre a dívida mostram que, nestes anos, aumentou 60 mil milhões de euros e ao contrário do que o governo dizia que ia ficar nos 124% do PIB, está em 130% do PIB. Quando este governo assumiu funções a dívida pública eram 106% do PIB". Perante estes dados, Catarina Martins acusa o governo de "radicalismo e irresponsabilidade".
De visita à corporação de Bombeiros de Vizela, para fazer um balanço da época de incêndios, que terminou ontem, a líder bloquista foi chamada, por uma pequena multidão, que se encontrava em frente à da casa do povo. Foi ali, em cima de um pneu/suporte para guarda-sol, que emocionada, Catarina Martins se dirigiu ás pessoas.
" O desafio que nós fazemos é que no domingo não aceitemos que o país não tem futuro. É que as pessoas que viram o seu voto traído, que votaram em passos Coelho e Paulo Portas, acreditando que eles iam defender os pensionistas e os contribuintes, e eles fizeram tudo ao contrário, em vez de se absterem, decidam mudar e que no domingo votem no Bloco de Esquerda porque sabem que estão a eleger deputados e deputadas que tudo fazem para proteger pensões, para proteger salários, para criar emprego".