
Mário Cruz/Lusa
PSD e CDS, juntos, tiveram menos votos e menos mandatos do que há 4 anos, mas venceram estas legislativas. Tiveram 38,5% e 104 deputados, contra os 32,3% e 85 deputados do Partido Socialista. O BE recolheu 10,2%, a CDU obteve 8,2% e o PAN registou 1,4%.
Cerca de 6 pontos percentuais separam as duas forças políticas mais votadas.
A coligação PSD/CDS-PP venceu em 13 distritos perdeu 4 e o PS ganhou 7 dos 20 possíveis.
Falta ainda contar os círculos fora de Portugal onde se elegem 4 deputados.
Tendo em conta os resultados e o acordo eleitoral firmado entre PSD e CDS, o partido de Paulo Portas deverá ter um grupo parlamentar de 18 deputados, menos 6 dos que na última legislatura.
À esquerda, destaque para a subida do Bloco (que passa de 8 para 19 deputados e consegue eleger na Madeira); e a CDU sobe dos 16 para os 17 parlamentares.
Entre os partidos que não tinham representação parlamentar, durou até à última a expetativa de saber se o PAN conseguia eleger um deputado. André Silva acabou por conseguir ser eleito, por Lisboa.
O PAN Pessoas Animais e Natureza ficou, a nível nacional, com mais de 74 mil votos , mais 20 mil do que nas últimas legislativas É agora a quinta força política no Parlamento.
De fora, ficaram o PDR de Marinho e Pinto e o LIVRE/Tempo de Avançar de Rui Tavares.
Nestas eleições, registou-se um recorde de abstenção que ronda os 43%. Nas eleições legislativas de 2011, a abstenção situou-se nos 41,9%.