Adeus, Zoom? Google Meet vai estar disponível gratuitamente para todos
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Adeus, Zoom? Google Meet vai estar disponível gratuitamente para todos

A partir da próxima semana, o Google Meet, a ferramenta de videoconferências da gigante da internet, vai passar a ser gratuita para todos.

Até agora, esta plataforma era um exclusivo dos clientes dos serviços G Suite. Ou seja, era paga e apenas estava disponível para empresas, escolas, ONG, e pouco mais.

É certo que, ainda antes da pandemia, a Google estava a investir e a desenvolver a sério esta ferramenta, mas como era paga, quando a Covid19 rebentou foi a Zoom que se popularizou de forma explosiva.

Agora a gigante da internet corre atrás do prejuízo

Atrasou-se, mas não se pode dizer que os números sejam maus. Longe disso. Desde o início do ano o pico diário de utilização do Meet cresceu 30 vezes e, olhando apenas para os números relativos a abril, tem acrescentado uma média de 3 milhões de utilizadores todos os dias.

Um valor que só pode crescer a partir de agora.

De acordo com um comunicado enviado pela gigante de internet, no início de maio "qualquer pessoa com um endereço de e-mail poderá registar-se no Meet" e tirar partido de muitas das opções da app: coisas como agendar facilmente reuniões, a partilha de ecrã, a legendagem em tempo real (ótima notícia para quem tem problemas auditivos) e também vários tipos de vista dos participantes, incluindo aquela que tornou a Zoom tão popular em reuniões de amigos: a vista em mosaico em que todos os que estão na reunião aparecem em janelas do mesmo tamanho.

Como é habitual, a disponibilização vai decorrer de forma faseada

Para garantir que o motor desta ferramenta não vai abaixo por excesso de participantes, a disponibilização vai ser gradual. A Google não explica qual será o critério, mas é de admitir que seja geográfico, por países. A cada semana, mais pessoas irão ter acesso. Ou seja, pode acontecer que na próxima segunda-feira, um utilizador ainda não consiga criar reuniões no meet.google.com , mas pode pedir para ser avisado quando a ferramenta estiver disponível.

Medidas de segurança

No comunicado a Google sublinha que a plataforma é segura e que aposta na privacidade. Alguns dos destaques que faz vão direitinhos ao coração da Zoom, a tal ferramenta que atualmente é bastante popular, mas que muitos especialistas em privacidade e segurança online não recomendam que seja utilizada.

Coisas como:

➡ "Disponibilizamos um conjunto forte de controlos para o anfitrião tais como, a capacidade de admitir ou negar a entrada numa reunião e silenciar ou remover participantes, caso seja necessário.
➡ Não permitimos que utilizadores anónimos (ou seja, sem uma Conta Google) participem em reuniões criadas por contas individuais.
➡ Os códigos de reunião são complexos por definição e, por isso, resilientes a tentativas de adivinhação.
➡ As videoconferências são encriptadas em trânsito e todas as gravações guardadas no Google Drive são encriptadas.
➡ A Google Cloud passa por auditorias rigorosas regulares de segurança e privacidade para todos os seus serviços.
➡ O Google Cloud não processa os dados dos utilizadores do Meet para publicidade e não vende dados de clientes a terceiros".

Onde e como?

Sublinhe-se que, se estiver num computador, para entrar no Google Meet tem de usar o navegador Chrome . Nos smartphones, há uma app que já está disponível tanto nos Androids como nos iPhones. É também necessário ter uma conta Google que, desde sempre, é gratuita.

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