Descoberta a mais antiga vítima de peste. Viveu há mais de cinco mil anos na Letónia

Um homem caçador-recoletor que viveu há mais de cinco mil anos na atual Letónia é a mais antiga vítima conhecida de peste. A doença continua a intrigar os cientistas de todo o mundo, para quem a história da peste é um importante contributo para ajudar a entender como o ser humano evoluiu para se defender.

O homem em questão teria cerca de 20 anos. Os seus restos mortais foram encontrados no final do século XIX e continham vestígios da presença da bactéria Yersinia pestis.

A descoberta foi revelada por uma equipa de investigadores da Universidade alemã de Kiel. Um dos seus elementos explicou à France-Press que as análises da variante identificada mostram que a peste evoluiu mais cedo do que se pensava.

Segundo os cientistas, esta variante faz parte de uma linhagem que surgiu há cerca de sete mil anos, cerca de dois mil anos mais velha do que estava previamente estabelecido.

No início da investigação, a equipa de cientistas procurava relacionar um possível vínculo familiar entre este homem e outras três pessoas encontradas no mesmo local, na Letónia.

Foi então que surgiu o que apelidam de uma "verdadeira surpresa", porque estavam perante os vestígios da mais antiga vítima de peste.

A bactéria encontrada foi a responsável pela morte do indivíduo, mas os investigadores acreditam que a doença foi lenta, porque o homem tinha altos níveis dessa bactéria no sangue no momento da sua morte, um facto que tem sido associado a infeções menos agressivas em roedores.

Outra conclusão revela que as pessoas à sua volta não contraíram a doença, o que indica que não estava infetado com peste pulmonar, uma forma altamente contagiosa, sendo que o mais provável é que tenha sido infetado por um roedor.

Os investigadores ficam entusiasmados com a descoberta que é um importante contributo para o estudo da influência de doenças infecciosas antigas no nosso sistema imunológico atual.

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