Descoberto fóssil de macaco que viveu há 4,2 milhões de anos no Quénia

O macaco teria o mesmo tamanho que o atual talapoim, as menores espécies de macaco vivos do mundo.

Uma equipa internacional de investigadores descobriu restos fósseis de um pequeno macaco que viveu no Quénia há 4,2 milhões de anos, foi, esta segunda-feira, divulgado.

Os responsáveis pela investigação, que será publicada na revista 'Journal of Human Evolution', são cientistas do Museu Nacional do Quénia e das universidades de Arkansas, Misuri e Duke, todas nos Estados Unidos da América.

Segundo a agência espanhola, Efe, este novo macaco de pequeno tamanho - 'Nanopithecus browni' - teria o mesmo tamanho que o atual talapoim, as menores espécies de macaco vivos do mundo.

Estes macacos pesam entre 900 gramas e 1,4 quilogramas e fazem parte de um grupo de macacos chamado guenon; o talapoim vive na África central e ocidental e está confinado às florestas tropicais.

Num comunicado de imprensa divulgado pela Universidade de Arkansas, EUA, os investigadores referem que os restos fósseis do pequeno macaco foram encontrados no lado leste do continente, no sítio paleontológico de Kanapoi.

De acordo com o mesmo documento, o habitat daquela zona era seco, coberto de pradarias e bosques abertos, um lugar muito diferente das florestas tropicais dos Camarões e o Gabão no Centro-Oeste de África.

Os cientistas referem que foi em Kanapoi onde foi encontrado os restos de alguns dos primeiros antepassados humanos, 'Australopithecus anamensis', que tinham vivido junto dos 'Nanopithecus browni'.

Citados pela Efe, os investigadores referem que este macaco é o segundo guenon mais antigo encontrado até hoje, os restos fósseis dos mais antigos foram encontrados há uma década na Península Arábica.

Sua datação, combinada com um habitat tão diferente e tão distante dos talapoines modernos, sugere uma evolução dos macacos guenon muito mais complexa do que se pensava anteriormente, de acordo com o estudo.

Além disso, este "enigmático" novo membro da família revela que o seu nanismo surgiu há muito mais tempo do que os cientistas suspeitavam e pode ter ocorrido mais de uma vez, e em habitats muito diferentes, talvez por diferentes razões, salientam os autores do estudo.

"A descoberta de 'Nanopithecus browni' reafirma a contribuição do Quénia para a compreensão da evolução e da diversidade da fauna do Plioceno e os contextos ambientais em que viviam", disse Frederick Kyalo, um dos autores.

O nome "Nanopithecus browni" é em homenagem ao falecido Francis Brown, investigador da Universidade de Utah, pela sua contribuição para a compreensão da história geológica da bacia de Omo-Turkana, na qual está localizado o depósito de Kanapoi.

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