A Blackwater pode ter um plano para ajudar Guaidó: contratar mercenários

Fontes ligadas ao caso dizem que o norte-americano Erik Prince está a angariar dinheiro para pagar a soldados com objetivo de tirar Maduro da presidência na Venezuela.

O fundador da controversa força de segurança privada norte-americana Blackwater, Erik Prince, tem um plano para derrubar o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.

O objetivo será reunir um exercito de mercenários que apoie um golpe de Estado de Juan Guaidó. Para pagar a estes soldados estão a ser angariados dezenas de milhares de dólares junto de apoiantes influentes de Donald Trump e de venezuelanos exilados abastados.

Nos últimos meses, em reuniões na Europa e Estados Unidos, Erik Prince terá desenhado um plano que admite a contratação de até cinco mil soldados provenientes da Colômbia e outros países da américa-latina.

A informação foi avançada à Reuters por quatro fontes conhecedoras do caso, mas negada pelo porta-voz de Erik Prince.

A Casa Branca recusou comentar a notícia, enquanto fonte próxima da administração de Trump disse que o Governo dificilmente apoiaria um plano nesse sentido.

Esta quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo admitiu que os Estados Unidos podem intervir militarmente se "necessário" para favorecer a transição política na Venezuela.

"A ação militar é possível. Se for necessário, é o que os Estados Unidos farão", afirmou Pompeo numa entrevista à estação de televisão norte-americana Fox.

"Nós preferíamos uma transição pacífica para o poder, com a saída de Maduro e a realização de novas eleições (...) mas o Presidente [Donald Trump] está pronto a fazer o que for preciso".

Questionado pela Reuters propósito de um eventual apoio da Blackwater, porta-voz de Juan Guaidó, Edward Rodriguez, assegurou que não foram discutida quaisquer operações de segurança com Erik Prince.

Já os representantes de Nicolás Maduro não responderam às questões da agência de notícias.

A Blackwater tornou-se conhecida em 2007 quando, contratada pelo governo dos Estados Unidos para ajudar o exército na guerra do Iraque, foi acusada de matar 17 civis em Bagdade.

Especialistas ouvidos pela Reuters, consideram que a ideia seria politicamente rebuscada e potencialmente perigosa, já que poderia acabar por espoletar uma guerra civil.

Esta quinta-feira Nicolás Maduro apelou às Forças Armadas para combaterem os "golpistas" e "traidores".

"Perante o mundo e perante o nosso povo, esta força nacional bolivariana tem de dar uma lição histórica neste momento", disse num discurso transmitido pelos media venezuelanos.

"E assim, soldados da pátria, chegou a hora de combater, chegou a hora de dar um exemplo à História e ao mundo e dizer: Na Venezuela há uma força armada nacional bolivariana consequente, leal, comprometida e unida como nunca antes, derrotando golpistas e traidores que se rendem aos valores de Washington, os traidores... sim, os traidores, lamentavelmente, dolorosamente, mas assim é a História!"

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