Invasão do parlamento da Venezuela faz 13 feridos

Um grupo de apoiantes do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, invadiram esta tarde o parlamento. Há notícia de 13 feridos entre deputados e jornalistas.

Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas hoje na sequência do ataque ao parlamento, em Caracas, por civis armados afetos ao regime, mantendo-se os deputados, funcionários e jornalistas fechados no edifício, que está cercado.

Três deputados figuram entre os feridos resultantes do ataque, que ocorreu durante uma sessão especial comemorativa do 206.º aniversário do Dia da Independência, entretanto suspensa.

O ataque foi precedido por uma visita do vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, que, conjuntamente com vários membros do Governo venezuelano, e cerca de 300 de apoiantes, entrou no parlamento para realizar um ato no salão Elíptico, onde está a ata da Independência da Venezuela.

"Estamos nas instalações de um poder do Estado, sequestrado pela mesma oligarquia que traiu a Bolívar (Simón)", disse, num discurso em que defendeu a convocatória a uma Assembleia Constituinte feita pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A visita de El Aissami foi feita sem informação prévia à mesa da Assembleia Nacional, onde a oposição é maioritária.

À saída as portas do parlamento ficaram abertas permitindo a entrada dos 'coletivos' [denominação por que são conhecidos os grupos de civis armados afetos ao regime] que lançaram engenhos explosivos e ameaçando sequestrar os deputados.

A Assembleia Nacional é controlada pela oposição e foi invadida após as celebrações do dia da independência, no centro de Caracas.

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