As sirenes não param de tocar desde a madrugada em 41 bairros do Rio de Janeiro

Autoridades alertam para que as pessoas não saíam de casa, as escolas estão fechadas e o trânsito está um caos.

O temporal que se abateu sobre a cidade já matou três pessoas, duas irmãs, vítimas de um desabamento numa região conhecida como Morro da Babilônia, no bairro do Leme, e um homem, que depois de se despistar de moto por causa da água, acabou por morrer afogado na região da Gávea.

Há crianças isoladas, no bairro Jardim Botânico.

Marcelo Crivella, presidente da câmara da cidade, já pediu às pessoas para não saírem de casa, esta manhã, e declarou "estágio de crise", o mais alto de uma escala de três.

A maior parte das escolas cancelou as aulas. A ciclovia Tim Maia, uma via controversa do Rio porque a cada temporal cai um pedaço, foi interditada precisamente porque desabou mais um trecho.

Duas avenidas importantes estão interditadas. O caos no trânsito é absoluto.

Os bombeiros, que usam barcos para efetuar salvamentos, dizem-se incapazes de fazer frente a todos os focos de desabamento e os moradores queixam-se de não serem atendidos.

Pelas águas circulam sapatos, chapéus de chuva de pessoas que não conseguiram sequer segurar peças de roupa e outros itens.

Só ao longo da madrugada de hoje no Rio, onde são menos quatro horas do que em Lisboa, choveu mais em alguns bairros da zona sul, incluindo a maior favela da cidade, a Rocinha, e alguns dos pontos mais turísticos, como Copacabana ou Barra da Tijuca, do que a média do mês de abril inteiro.

A chuva, entretanto, continua a cair sem sinais de clemência.

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