Arqueologia

É "único" de tão intacto que está. Túmulo com 4400 anos descoberto no Egito

Situado na necrópole de Saqqara, quatro das suas cinco câmaras (ainda) estão completamente seladas.

Um túmulo intacto e incólume é algo que tem sido raro descobrir nas últimas décadas, mas isso foi quebrado neste sábado. Foi descoberto um túmulo com mais de 4400 anos a sul do Cairo que está a deixar os arqueólogos de água na boca. Está decorado com hieróglifos e estátuas e situa-se na necrópole de Saqqara.

No local, Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades, transmitiu aos repórteres da Reuters as condições em que este túmulo foi descoberto e reforçou uma ideia "é uma descoberta única nas últimas décadas." O túmulo data do reinado de Neferirkare Kakai, o terceiro rei da Quinta Dinastia do Império Antigo.

Composto por cinco câmaras, sendo que uma delas já estava aberta e vazio, é nas outras quatro que Waziri deposita esperança.

Há, no entanto, uma sala em particular que o entusiasma, isto porque tem a esperança de lá estejam "todos os objetos", bem como "um caixão ou o sarcófago do dono do túmulo."

O túmulo tem dez metros de comprimento, três de largura e pouco menos de três de altura e as suas paredes estão decoradas com hieróglifos e estátuas de faraós em condições quase perfeitas, algo que Waziri diz tornar o túmulo único. "As cores estão quase intactas mesmo que o túmulo tenha mais de 4400 anos", disse.

Situado numa zona que ficou soterrada e que foi, até agora, apenas parcialmente desenterrada, Waziri tem esperança de que as novas escavações - a realizar em janeiro - signifiquem mais descobertas.

A Quinta Dinastia governou o Egito entre 2500 a.C. e 2350 a.C., pouco depois da grande pirâmide de Giza ter sido construída.

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