
Facebook's CEO Mark Zuckerberg answers questions about the improper use of millions of users' data by a political consultancy, at the European Parliament in Brussels, Belgium, in this still image taken from Reuters TV May 22, 2018. REUTERS/ReutersTV
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Veja aqui a audição de Mark Zuckerberg no Parlamento Europeu, em Bruxelas.
https://www.facebook.com/europeanparliament/videos/10160651754740107/
O fundador do Facebook está em Bruxelas para prestar esclarecimentos sobre o uso indevido de informação do Facebook pela Cambridge Analytica, com objetivo de ajudar o candidato republicano Donald Trump a ganhar as presidenciais norte-americanas em 2016.
"Tornou-se evidente que nos últimos anos não fizemos o suficiente para evitar que as ferramentas que construímos fossem usadas de forma errada. Quer seja no caso das fake news, interferência estrangeira em eleições ou o uso indevido dos dados pessoais de cada um, não tivemos uma visão suficientemente abrangente da nossa responsabilidade. Isso foi um erro, peço desculpa", referiu o CEO do Facebook.
"Vai levar tempo para fazermos todas as mudanças que são necessárias", frisou.
Mark Zuckerberg chegou ao Parlamento europeu para uma audição, em que apresentará pedido de desculpa por "erros dos últimos dois anos".
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A audição foi convocada na sequência do escândalo da fuga de dados do Facebook, que terá permitido à empresa Cambridge Analytica influenciar os resultados das eleições Americanas ou do Brexit.
O fundador do Facebook deverá tentar uma reconciliação com o Parlamento Europeu, com uma nota introdutória, muito semelhante àquela que apresentou ao congresso norte-americano.
Mark Zuckerberg vem reconhecer que o Facebook "não foi suficientemente diligente" para garantir a segurança dos dados dos utilizadores, ou para evitar a "difusão de notícias falsas" (a chamadas fake news), ou até mesmo para prevenir a interferência no resultado de eleições.
Tanto quanto foi dado a conhecer, uma falha de segurança, permitiu que a empresa britânica Cambridge Analytica se apoderasse indevidamente dos dados de cerca de 2 milhões e 700 mil cidadãos europeus. Entre eles 63 mil Portugueses. Em todo o mundo, o número de afectados ronda os 90 milhões, maioritariamente americanos.
Suspeita-se que a partir da fuga de dados do Facebook, a Cambridge Analytica tenha conseguido uma influência decisiva nos resultados da eleições americanas ou no caso do brexit.
Perante os legisladores norte-americanos, Zuckerberg admitiu a falta de uma visão ampla, capaz de identificar as obrigações do Facebook, considerando que se tratou de um erro, pelo qual assumiu responsabilidades e pediu desculpa.
Na curta passagem por Bruxelas, o líder da rede social fará um discurso com a mesma formulação que o colocou em vantagem, na audição perante os congressistas norte americanos.