Internacional

Golpe militar no Zimbabwe. Robert Mugabe detido

Durante a madrugada, militares bloquearam os acessos aos principais edifícios do governo e do Parlamento e tomaram conta da televisão. O partido no poder anuncia que o Presidente foi preso.

As lojas estão abertas, os táxis estão a ser usados para levar os trabalhadores para o emprego. Há uma calma tensa na capital do Zimbabwe, descreve uma fonte da embaixada portuguesa, contactada esta manhã pela TSF.

Há cerca de 1300 portugueses registados no país. Alguns ligaram para a embaixada, quando se soube da tomada de poder por parte dos militares.

Tudo começou com três fortes explosões e veículos militares nas ruas da capital. Os militares bloquearam os acessos aos principais edifícios do governo, do parlamento e dos tribunais. Tomaram também o controlo da televisão. Durante a madrugada, numa breve declaração ao país, os autores do golpe garantiram que o presidente Robert Mugabe e a família estão bem.

"Queremos garantir à nação que Sua Excelência, o presidente da República do Zimbabué e Comandante Supremo das Forças Armadas, Robert Mugabe e a sua família estão a são e salvo e que a sua segurança está garantida. Temos apenas como alvo os criminosos que o rodeiam e estão a cometer crimes que estão a causar sofrimento económico e social ao país. Queremos entregá-los à Justiça", declarou o Major General Sibusiso Moyo na televisão.

A BBC cita uma publicação no Twitter do partido no poder que avança que Robert Mugabe foi detido, num processo de transição sem derrame de sangue.

A agência Reuters descreve filas à porta dos bancos, para levantar dinheiro. A embaixada portuguesa em Harare aconselha os cidadãos nacionais a comprar mantimentos e ficar em casa.

O mesmo conselho foi dado pela embaixada dos Estados, que vai estar fechada esta quarta-feira devido à "incerteza persistente" em Harare.

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