Grupo suspeito dos atentados. O que já se sabe sobre o National Thowfeek Jamaath?

Os ataques do Domingo de Páscoa no Sri Lanka ainda não foram reivindicados, mas as autoridades têm fortes suspeitas de que tenham sido organizados por um grupo local com ligações internacionais e ao islamismo radical. O último balanço aponta para 290 mortos e mais de 500 feridos.

Os ataques deste domingo ainda não foram reivindicados. No entanto, tudo indica que um grupo radical de origem cingalesa, o National Thowfeek Jamaath, seja responsável pelas explosões.

O National Thowheed Jamaath chamou as atenções das autoridades locais quando, em janeiro, alguns dos seus membros foram detidos por vandalizar estátuas budistas. Em 2016, um dos líderes da organização, Abdul Razik, foi detido por incitar práticas racistas.

O Presidente Maithripala Sirisena está a apelar para a comunidade internacional ajudar a perceber quais as ligações que o grupo pode ter. O Presidente tem mesmo a convicção de que os radicais islâmicos não terão orquestrado os ataques sozinhos, mas com a ajuda de organizações maiores, segundo o jornal Independent .

"Há a suspeita de que organizações terroristas estrangeiras estejam por trás dos ataques. Por isso, o Presidente está a pedir ajuda a outros países", revelou uma fonte do Governo cingalês ao jornal britânico.

Há mais de uma semana, o National Thowheed Jamaath foi nomeado pela polícia num aviso no que concerne à segurança nos perímetros de igrejas católicas. Igrejas e hotéis com turistas são alvos populares de grupos afiliados do ISIS e da al-Qaeda.

Um perito em segurança internacional, Rohan Gunaratna, adiantou ao The Mirror que acredita que o grupo cingalês é um representante do ISIS sediado no Sri Lanka, e alega que os detidos têm ligações a cingaleses que viajaram para o Médio Oriente para se juntarem à jihad na Síria e no Iraque. Segundo o The Mirror , ataques bombistas como estes são a imagem de marca do ISIS.

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