Itamar Vieira Júnior no FELPO. "É um momento para celebrar a língua portuguesa"

O vencedor do Prémio Leya 2018 é um dos escritores presentes no Festival da Língua Portuguesa (FELPO), na cidade baiana de Salvador. "Existe algo de mágico na Bahia", diz, em entrevista à TSF.

Foi com o romance inédito "Torto Arado" que Itamar Vieira Júnior se afirmou junto do público português, após ter vencido o Prémio Leya, em 2018. Por estes dias, em Salvador, no estado brasileiro da Bahia, o escritor baiano é um dos convidados do Festival da Língua Portuguesa (FELPO) - que reúne grandes figuras lusófonas das áreas da literatura, da música ou da gastronomia -, e, em entrevista à TSF, descreve este encontro, que também marca as comemorações dos 470 anos da cidade brasileira, como "um momento para celebrar a língua portuguesa".

"Estou com grandes expectativas, porque é uma data muito especial da cidade onde eu nasci. São 470 anos em que essa língua tem atravessado esta cidade e este território. É um momento para celebrar o aniversário da cidade e da língua portuguesa, que une Brasil Portugal, Angola ou Moçambique", diz o escritor.

Este sábado, dia em que termina o FELPO, Itamar Vieira Júnior é um dos escritores que participam na iniciativa "Troca de Livros", no Rio Vermelho, em Salvador, um evento que, segundo a organização do festival, foi criado com o objetivo de "espalhar a Língua, fazê-la passar de mão em mão".

"Vou levar livros e espero levar alguns para casa também. É importante fazer o trabalho, a língua e as histórias circularem", assinala o escritor que, reconhece, no entanto, que há livros que não são transmissíveis. "Existe uma coisa inexplicável. Eu costumo dar muitos livros de presente para algumas pessoas, mas há livros que você lê e que fica até com ciúmes de compartilhar".

Itamar Vieira Júnior dá como exemplo as obras de Jorge Amado, um dos ícones da Bahia, ou de José Saramago. "Os meus livros do Saramago eu não empresto a ninguém, mas ofereço livros da autoria de Saramago. O mesmo acontece com os livros do Jorge Amado. Até porque, como eu sou escritor, leio a obra uma vez, mas costumo voltar a essa obra mais tarde. Quando estou trabalhando eu abro um livro e, por vezes, isso me ilumina. Alguns livros são amuletos", explica.

Nesta entrevista à TSF, Itamar Vieira Júnior, natural de Salvador da Bahia, afirma ainda que o território baiano, do qual saíram nomes da música e das letras como Caetano Veloso, Jorge Amado, João Gilberto, Gilberto Gil ou João Ubaldo Ribeiro tem algo de "mágico".

"Existe algo mágico. A Bahia tem dois vencedores do Prémio Camões, o Jorge Amado e o João Ubaldo Ribeiro e a literatura sempre foi muito importante e se projetou assim para o mundo. A Bahia não é apenas mais um lugar, é um lugar mágico e especial", sublinha o autor.

Na Praça da Mariquita, o FELPO junta, este sábado, o escritor Itamar Vieira Júnior; o autor e diretor de comunicação da Fundação José Saramago, Ricardo Viel; e Sérgio Rodrigues, vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura em 2014, para uma conversa aberta sobre a língua portuguesa.

O Festival da Língua Portuguesa é organizado pela TSF em parceria com a Prefeitura de Salvador, a propósito da celebração dos 470 anos da cidade brasileira.

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