Segurança máxima. Medidas de proteção sem precedentes na cerimónia de posse de Bolsonaro

Estima-se que perto de 500 mil brasileiros, chegados de todos os cantos do país, vão estar esta terça-feira na Praça dos Três Poderes a aclamar o 38.º presidente da história do Brasil. Os cuidados em torno da segurança são acima do habitual, contando ainda com snipers e espaço aéreo condicionado.

Jair Bolsonaro vai tomar posse numa cerimónia (que tem início pelas 17h00, hora de Lisboa) que se estende noite dentro, com receções, discursos e desfiles, e será marcada por medidas, nunca antes vistas, de segurança.

Em toda a Esplanada dos Ministérios, a artéria por onde Bolsonaro irá circular, não estão permitidos guarda-chuvas, nem carrinhos de bebé, nem animais de estimação, por mais inofensivos que aparentem ser.

A cerimónia, apesar de controlada passo a passo pelo ministro do Gabinete Institucional Sergio Etchegoyen, ainda do governo de Michel Temer, reservará para a última hora a decisão de abrir ou não o Rolls Royce que transportará o presidente e a sua mulher, Michelle Bolsonaro. Ao contrário das últimas tomadas de posse, em que Dilma Rousseff, Lula da Silva ou Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, acenaram à população do Rolls Royce descapotável, desta vez, o novo presidente pode vir a circular em carro fechado. A decisão, disse o ministro Etchegoyen, vai pertencer ao próprio Bolsonaro.

Os cuidados em torno da segurança são acima do habitual, contando ainda com snipers e espaço aéreo condicionado. Tudo se deve, de acordo com a organização do evento, ao facto de o novo presidente já ter sido alvo de um atentado, em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 6 de setembro, um mês antes da primeira volta das eleições.

Entre os convidados estrangeiros da cerimónia de posse, a estrela é um chefe de estado que, tal como Bolsonaro, implica medidas de segurança excecionais: o primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu. Marcelo Rebelo de Sousa também confirmou presença. Donald Trump, referência política de Bolsonaro, fará representar-se pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

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