Motins em Paris: mais de 250 detidos e quase 100 feridos. As imagens da noite

Algumas das ruas mais distintas de Paris, assim como a zona do Arco do Triunfo, foram cenário de confrontos e desacatos. Emanuel Macron diz que nada justifica o que está a acontecer em Paris.

Atualização às 19h55: O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, cancelou uma viagem que tinha prevista para a Polónia. A causa para esta decisão, admitiu o gabinete de Edouard Phillipe, são os protestos dos "coletes amarelos".

Atualização às 19h30: A declaração completa de Macron: "nada justifica que as forças de segurança sejam atacadas, lojas pilhadas, edifícios públicos ou privados sejam alvo de fogo posto, jornalistas e peões sejam ameaçados ou que o Arco do Triunfo seja invadido". Tratou-se apenas de uma declaração. O Presidente farncês não aceitou responder a perguntas dos jornalistas.

Atualização às 19h00: O Presidente francês, em Buenos Aires, na Argentina, falou sobre os motins dizendo que nada justifica o que se está a passar em Paris. À margem da Cimeira do G20, Emanuel Macron afirmou que nunca irá aceitar a violência, mas estará sempre disponível para discutir queixas legítimas.

Balanço oficial dos confrontos às 18h45: inclui 255 detenções, 95 feridos, entre os quais 14 agentes de forças de segurança.

Relatos no local assinalam a existência de barricadas, viaturas incendiadas, montras partidas, Jeanne d'Hauteserre, autarca do 8.º bairro, um dos mais sofisticados de Paris, a resumir a situação como: "um estado de insurreição".

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, afirmou-se "chocado" com a violência dos confrontos, enquanto a capital já com a escuridão da noite instalada ainda acolhe diversas concentrações de manifestantes e de agitadores, que sem vestirem coletes, aproveitam para causar distúrbios.

Na parte oeste da cidade, não longe do coração do poder francês, o ar ficou saturado de gás lacrimogéneo e de fumos dos incêndios que consomem carros ou outros objetos.

No Arco do Triunfo, colocou-se um aviso de que "Os coletes amarelos vão ganhar", enquanto no edifício da Ópera foi escrita a frase "Macron [presidente de França] = Louis XVI", o rei guilhotinado em 1793.

Segundo as autoridades locais, cerca de 75 mil manifestantes saíram à rua em França, ao início da tarde, números inferiores aos dois últimos dias.

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