Português desaparecido em Moçambique há três anos. Família lança petição e apela a Marcelo

Américo Sebastião está desaparecido desde julho de 2016, depois de ter sido vítima de rapto na província moçambicana de Sofala.

A família de Américo Sebastião, o português que desapareceu há quase três anos em Moçambique, lançou uma petição na internet para apelar à intervenção do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa na localização e resgate do empresário.

Américo Sebastião está desaparecido desde julho de 2016, depois de ter sido vítima de rapto na província moçambicana de Sofala. Testemunhas oculares garantem que o empresário foi levado por agentes fardados das forças de segurança nacionais, mas todas as diligências desenvolvidas pela família junto das autoridades de Moçambique foram ineficazes.

Ouvida pela TSF, a mulher do empresário explica que a petição "Liberdade para Américo Sebastião" tem por objetivo apelar a uma intervenção incisiva do Presidente da República português junto das autoridades moçambicanas: "Com certeza ele, juntamente com o seu homólogo moçambicano, conseguirão, querendo, dialogar e encontrar os mecanismos certos, adequados e céleres para que o Américo possa ser resgatado em segurança e devolvido à sua família, porque após dois anos e meio de ações e diligências numa base diária até ao momento tudo foi ineficaz."

Salomé Sebastião lamenta a ausência de respostas de Maputo e avisa que a culpa não pode morrer solteira. "Na realidade, a única resposta que eu quero é que o Américo seja encontrado e devolvido à família são e salvo, mas tem que haver uma responsabilização de alguém sobre este caso, e a pessoa sobre a qual recai a responsabilidade máxima é o Chefe de Estado moçambicano", refere Salomé.

Um dos primeiros signatários da petição foi o antigo eurodeputado Ribeiro e Castro. Em declarações à TSF, o ex-presidente do CDS-PP, que tem acompanhado o processo de Américo Sebastião, explica que a paciência da família e de quem quer quer ver o caso encerrado está a esgotar-se.

"É inadmissível uma situação de desaparecimento sem responsabilização de um cidadão pacífico e trabalhador. Tem havido um jogo de portas permanente das autoridades moçambicanas e esta petição apela às autoridades portuguesas para que sejam mais enérgicas e também a uma intervenção mais enérgica por parte da União Europeia e das Nações Unidas contra este desaparecimento de um cidadão português e europeu. Nós estamos cada vez mais inconformados com o que se passa, a atingir o ponto de impaciência e indignação com o arrastamento deste caso humanitário e intolerável", considera Ribeiro e Castro.

A família apela a todos os portugueses solidários com a causa para que assinem e contribuam para a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa junto de do Presidente Filipe Nyusi.

LEIA AQUI A PETIÇÃO

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