Puigdemont detido na Alemanha

Ex-presidente catalão vai ser ouvido por um juiz esta segunda-feira, sendo que já foi transferido para uma prisão próxima do local onde foi detido.

O ex-presidente da Catalunha foi retido pelas autoridades alemãs quando tentava atravessar, de carro, a fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha. A informação foi confirmada por Alonso-Cuevillas, advogado do político catalão, e pela polícia alemã.

De acordo com Jaume Alonso-Cuevillas, tudo correu de forma correta e Carles Puidgemont foi conduzido às instalações da polícia alemã, onde se encontra a aguardar por uma decisão das autoridades judiciais quanto ao mandado de detenção internacional que sobre ele impende.

Segundo a polícia, através de um porta-voz citado pela EFE, Puigdemont foi detido numa autoestrada pelas 10:00 em Portugal. O El Pais, a detenção ocorreu no estado de Schleswig-Holstein, o único que faz fronteira com a Dinamarca.

O jornal acrescenta que o Código Penal alemão prevê penas que vão de dez anos a prisão perpétua para crimes similares aos que são imputados em Espanha a Puigdemont.

O antigo presidente da Catalunha estava há alguns meses na Bélgica, deslocou-se nos últimos dias a Helsínquia para dar uma conferência, uma deslocação destinada a internacionalizar o processo independentista da Catalunha.

Este sábado, o ex-presidente da Generalitat anunciou, via Twitter, que vai "lutar até ao fim" por todos aqueles que considera "reféns de um Estado repressor" e pela "liberdade na Catalunha". Numa mensagem divulgada na rede social fez ainda referência aos políticos catalães que foram detidos por ordem de um juiz do Supremo Tribunal de Espanha.

O Supremo Tribunal espanhol decidiu na sexta-feira aplicar prisão efetiva sem fiança a cinco políticos independentistas catalães, acusados de delito de rebelião, no quadro da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.

O juiz Pablo Llarena emitiu também mandados de detenção europeus e internacionais contra seis dirigentes independentistas pelo seu papel na tentativa de secessão da Catalunha, entre os quais Carles Puigdemont.

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