Sri Lanka. Presidente chinês condena atentados e está solidário com vítimas

O Presidente da China, Xi Jinping, condenou esta segunda-feira os ataques de domingo contra igrejas e hotéis no Sri Lanka, que causaram pelo menos 290 mortos, incluindo dois cidadãos chineses. O governante expressou solidariedade para com as vítimas.

Oito explosões mataram, no domingo, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e causaram 500 feridos, segundo o último balanço divulgado hoje pelas autoridades. Numa mensagem enviada ao homólogo do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, citada pela agência noticiosa oficial Xinhua, Xi Junping afirmou estar consternado ao saber das várias explosões.

O líder chinês enviou o seu "mais profundo pesar" pelas vítimas e expressou a sua "sincera solidariedade às famílias e feridos". Xi acrescentou que o "Governo e o povo da China apoiam firmemente o povo do Sri Lanka e os esforços do seu Governo para assegurar a segurança e a estabilidade nacional".

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, também enviou condolências ao seu homólogo do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe.

Um jornal oficial do Partido Comunista confirmou hoje que pelo menos dois cidadãos chineses morreram e quatro estão feridos, mas em condição estável, e encontram-se a receber tratamento hospitalar. A embaixada chinesa no Sri Lanka iniciou um plano de emergência para averiguar a situação dos cidadãos chineses que vivem ou estão a visitar o país.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

As autoridades do Sri Lanka anunciaram a detenção de 24 suspeitos de envolvimento nos ataques, com as primeiras investigações a apontarem para bombistas suicidas na origem de, pelo menos, seis das explosões.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros já lamentaram os ataques e manifestaram pesar pela morte do cidadão português.

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