Leopoldo López e família refugiaram-se na embaixada espanhola em Caracas

O opositor de Maduro encontrava-se em prisão domiciliária, mas foi libertado esta terça-feira por militares após "indulto presidencial" de Juan Guaidó.

O opositor venezuelano Leopoldo López, a sua mulher, Lilian Tintori, e a sua filha de 15 meses encontram-se na embaixada de Espanha em Caracas, confirmou esta quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol, divulgou a agência de notícias EFE.

López, que cumpria uma pena de quase 14 anos em regime de prisão domiciliária, foi libertado na terça-feira por militares, devido a "um indulto presidencial" de Juan Guaidó, autoproclamado Presidente interino da Venezuela que já foi reconhecido por mais de cinquenta países.

A ministra porta-voz do Governo espanhol, Isabel Celaá, assegurou na terça-feira que o Governo de Pedro Sanchéz "não respalda nenhum golpe militar" na Venezuela e aposta "num processo democrático pacífico" que inclua a convocação "imediata" de eleições presidenciais.

Juan Guaidó desencadeou na madrugada de terça-feira um ato de força contra o regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia de terça-feira, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Guaidó ter afirmado que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis a Nicolas Maduro.

Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular (VP -- oposição a Maduro), surgiu na terça-feira junto do autoproclamado Presidente interino da Venezuela Juan Guaidó.

Alguns utilizadores indicaram, ao longo do dia, que perderam o acesso a redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas.

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português já indicou que, até ao início da noite de terça-feira em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

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