Economia

Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa promove em Londres empresas da região

As ações internacionais que o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa está a promover com empresas da região, e que hoje realizou em Londres, já estão a ter resultados, garantiu o seu presidente, Paulo Portela.

"Os contactos estão a surgir e estamos a contar que os negócios se vão fazer", disse à agência Lusa, durante uma sessão de apresentação e prova de vinhos, enchidos, queijos e doçaria na Embaixada de Portugal no Reino Unido, realizada em conjunto com a AICEP ( Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, EPE).

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O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa foi formado em 2012, por 12 associações empresariais de 11 municípios daquela região do norte de Portugal.

Este foi o nono evento organizado pelo Consórcio "Tâmega e Sousa Internacionaliza", que junta o Conselho Empresarial com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, a Ader-Sousa (Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa), a Dolmen (Desenvolvimento Local e Regional) e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico do Porto.

Antes, já tinha estado em países como o Luxemburgo, França, Espanha e para este ano tem escalas programadas para Berlim, Toronto e Bordéus, ações cofinanciadas pelos programas Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A região tem uma indústria importante, nomeadamente dos setores do têxtil, calçado, mobiliário, metalomecânica, que emprega 40% da população e fatura três mil milhões de euros por ano, dos quais mais de metade no estrangeiro.

Paulo Portela quer agora ajudar a internacionalizar os setores alimentar e dos vinhos do Tâmega e Sousa, cujos produtos, referiu, são feitos por pequenas ou média empresas e, em alguns casos, micro-empresas.

Por isso, louvou o facto de nestas mostras de produtos internacionais estarem envolvidas cerca de 50 empresas, como, por exemplo, a Sociedade Agrícola e Comercial Quinta & Casa das Hortas.

Situada na sub-região de Baião da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, está a investir na expansão para o estrangeiro há quatro anos e, segundo o diretor de exportação, Lionel Isaac, atualmente os seus vinhos já estão presentes em cerca de 12 países, tendo recentemente acrescentado Canadá e Japão, e as vendas internacionais já representam 20% do total.

O volume de negócios da Quinta & Casa das Hortas em 2017 rondou os três milhões de euros, mas para este ano estima um crescimento de 8 a 12%, adiantou à Lusa.