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Ministro da Cultura quer colmatar atrasos na atribuição de subsídios aos artistas

O ministro da Cultura garantiu hoje o seu empenho para "tentar resolver" os atrasos nos concursos de apoio da Direcção-Geral das Artes, mostrando confiança em que, até ao próximo mês, a situação será colmatada.

Luís Filipe Castro Mendes, que foi chamado ao parlamento, pelo Bloco de Esquerda (BE), para prestar esclarecimentos sobre os apoios às artes, reconheceu a existência de demoras na atribuição dos financiamentos, mas acredita que, "em breve, os artistas vão receber os subsídios".

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"Existe um problema que o BE levantou, e com razão, que é o intervalo temporal entre o resultado dos concursos e o dinheiro a chegar aos artistas. O ministério da Cultura está a estudar formas de tentar resolver esse problema", afirmou o governante.

O ministro da Cultura vincou que "o novo modelo de apoio às artes foi amplamente discutido, com o setor e com os artistas", garantindo que os concursos já estão em marcha.

"Já começaram a ser abertos e esperamos que durante este mês ou no próximo estejam terminados", disse o responsável da tutela, que hoje participou na sessão de abertura do certamente literário Correntes d'Escritas, nas Póvoa de Varzim.

Sem querer entrar em pormenores, Luís Filipe Castro Mendes apontou uma das soluções para colmatar o atraso na atribuição das verbas, que pode passar por um "adiantamento do financiamento", por parte do seu ministério, embora acredite que, "logo que os artistas conheçam os resultados dos concursos, possam receber as quantias a que tem direito".

Questionado sobre o volume das verbas em questão, o ministro da Cultura disse ter "muito má memória para números".

O Bloco de Esquerda apresentou um requerimento, para audição do ministro no parlamento, em que lamenta que a reformulação do modelo de apoio às artes tenha sido um processo "incompreensivelmente longo, que já resultou na estagnação do panorama artístico nacional em 2017".

"Importa saber o que aconselha o Ministério da Cultura às estruturas artísticas que têm de esperar pelos resultados dos concursos até junho", apontou o BE, lamentando "a máquina pouco ágil" da Direcção-Geral das Artes, que processa os apoios financeiros.

Noutro âmbito, o ministro da Cultura revelou hoje que já foram atribuídas 12 bolsas de criação literária para igual número de autores que, durante um período de seis ou 12 meses, vão receber uma remuneração mensal de 1500 euros, para se poderem dedicar, em exclusivo, à atividade.