
Quatro anos após a proclamação unilateral da independência, o Kosovo continua a ser uma região dividida e que divide o mundo.
A Rússia e a Espanha não reconhecem a autoridade política de Pristina, enquanto os Estados Unidos e muitos países da União Europeia, incluindo Portugal, se encontram no outro lado da barricada e apoiam a autodeterminação deste território nos balcãs.
A Kfor, força de manutenção da paz da NATO, que Portugal integra actualmente com 142 elementos, mantém-se no terreno com o objectivo de conseguir um frágil equilíbrio e arrefecer o clima de tensão alimentado por ódios antigos entre os sérvios (representam oito por cento da população) e a maioria albanesa.
O Kosovo é uma peça chave nas ambições da Sérvia no que respeita à adesão à União Europeia, o que tem contribuído para alguma abertura de Belgrado, embora os grupos nacionalistas sérvios boicotem muitas vezes os esforços de pacificação numa zona onde facilmente se alimentam as tensões étnicas.
(Um trabalho de Ana Sofia Calaça)