
REUTERS / Toru Hanai
Normalmente os funerais são organizados por quem fica e não por quem deixa o mundo dos vivos, mas no Japão as coisas parecem estar a mudar. Se por um lado, o negócio das funerárias é cada vez mais "high-tech", por outro são as pessoas ainda durante a vida que tratam do seu próprio funeral.
O Japão é um dos países mais envelhecidos do mundo e nos próximos 50 anos espera-se que a população venha a encolher em 30 milhões. Por lá, está a nascer uma nova tendência em que é a própria pessoa que escolhe e determina todos os aspetos relacionados com o seu funeral. O nome dessa nova tendência, traduzido para português, significa "fim da vida".
Num país onde as novidades tecnológicas são recebidas sempre de braços abertos, há cemitérios com campas robotizadas que vão ter com quem está de luto em salas de recolhimento, há quartos cheios de budas e LEDs para a meditação, experimentam-se caixões para ver se são confortáveis para o corpo e escolhem-se as melhores fotografias para a eternidade.
No Japão, o negócio dos mortos está muito vivo.
Fotografias REUTERS / Toru Hanai