O massacre na Universidade do Quénia que está a abalar o mundo (em imagens)

REUTERS/Goran Tomasevic
O filho de um funcionário do governo queniano foi, segundo a Reuters, um dos homens armados e mascarados que mataram cerca de 150 pessoas na universidade de Garissa, no Quénia, na semana passada.
A confirmação foi feita pelo próprio Ministério do Interior, que contratou guardas armados para proteger as igrejas durante este fim de semana de Páscoa.
O Papa Francisco condenou o ataque de quinta-feira, rezando pelos mortos de um massacre que teve como alvo cristãos. «Desejo que a comunidade internacional não assista muda e inerte a tais crimes inaceitáveis, que constituem uma deriva preocupante dos direitos humanos mais elementares», disse Francisco.
O Governo do Quénia informou hoje que um dos membros do grupo islâmico que atacou a universidade num cerco que durou cerca de 16 horas era um jovem queniano de etnia somali e diplomado pela faculdade de direito de Nairobi.
O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, decretou três dias de luto nacional e prometeu responder «o mais severamente possível» ao ataque à universidade, assegurando que o seu país «não se curvará» perante a ameaça.
Os islamitas somalianos 'shebab' reivindicaram o ataque, o mais mortífero no Quénia desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em 1998 (213 mortos).
As fotografias são da Agência Reuters.