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Nasceu com o nome Graf von Goetzen, em homenagem ao governador das colónias alemãs em África, no início da década de 1910. A história deste ferry começou pelas mãos de engenheiros alemães que o desenharam e foi depois transportado para o Índico em peças, reunidas em cinco mil caixotes, que foram montadas nas margens do lago Tanganica.
Esteve ao serviço da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, no Lago Tanganica, quando os territórios adjacentes eras pertença colónia alemã. Lutava contra os navios britânicos e belgas. Na altura, era considerado uma "arma" forte e temido pelos inimigos devido à sua potência e ao seu poder.
A Guerra terminou com a derrota de Berlim. Durante a retirada alemã de Kigoma, os soldados alemães decidiram afundar o navio para que os vitoriosos aliados não pudessem utilizá-lo. Encheram, para isso, o barco com toneladas de areia.
Poucos anos depois, os ingleses assumiram o controlo de Kigoma, na Tanzânia, e "ressuscitaram" a embarcação. Trouxeram-na à luz do dia, limparam-lhe os motores e restauraram-na. Foi então que o navio ganhou uma nova vida e passou a funcionar como um serviço de transporte rebatizado de MV Liemba (uma expressão local para designar o lago Tanganica).
O Liemba é o único navio sobrevivente da frota alemã da Primeira Grande Guerra que ainda está ao serviço. Atualmente é um ferry que faz a viagem entre o porto de Kigoma, na Tanzânia e o porto de Mpulungu, na Zâmbia.
Se quiser ver outras imagens, aqui, numa reportagem da BBC.