A casa do Pai Natal pode ir à falência por causa da Covid-19

O turismo na Lapónia é responsável por 10 mil postos de trabalho e depende da época natalícia para sobreviver durante o resto do ano.

Todos os anos, entre novembro e março, milhares de turistas viajam para a Lapónia, na Finlândia. Mas neste ano atípico, as restrições de viagens associadas à pandemia de Covid-19 já fazem antever um inverno difícil para o turismo na região.

Apesar do número recorde de visitantes nos últimos anos, Rovaniemi, cidade do Círculo Polar Ártico que se autointitula "residência oficial do Pai Natal", depende da época natalícia para assegurar a subsistência no resto do ano.

"Estaremos falidos depois de dezembro se não conseguirmos nenhuma reserva", disse à AFP a operadora de turismo Sini Jin, representante da Nordic Unique Travels. "Atualmente temos uma ou duas reservas por semana, mas maioritariamente estamos a fazer reembolsos."

A empresa Sini Jin emprega habitualmente 80 trabalhadores sazonais durante o inverno, mas este ano vai apenas contratar "duas ou três" pessoas. O mesmo farão outras empresas turísticas que organizam visitas à casa do Pai Natal, roteiros para conhecer as auroras boreais e passeios de trenó.

Os fundos estatais de apoio face à crise pandemia de Covid-19 não são suficientes para compensar a falta de turistas, lamenta. "Tudo aquilo porque trabalharmos vai desaparecer rapidamente se não tivermos ajuda."

O turismo na Lapónia é responsável por 10 mil postos de trabalho e gera receitas de mil milhões de euros todos os anos.

O governo da Finlândia aliviou as restrições de viagens, mas a indústria queixa-se que tudo será em vão se os outros países não fizerem o mesmo e continuarem a obrigar quem viaja para esta região a cumprir quarentena no regresso.

Há cerca de nove mil casos confirmados de Covid-19 na Finlândia, apenas 243 dos quis na Lapónia.

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