
Créditos: Jim Lo Scalzo/EPA
"Em conferência de imprensa em Washington, no dia em que se assinala o primeiro ano do seu regresso à Casa Branca, Trump referiu-se a "uma mulher incrivelmente bondosa"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu esta terça-feira que "adoraria" envolver a líder da oposição venezuela, Maria Corina Machado, na "transição" política do país.
"Em conferência de imprensa em Washington, no dia em que se assinala o primeiro ano do seu regresso à Casa Branca, Trump referiu-se a "uma mulher incrivelmente bondosa", depois de María Corina Machado lhe ter oferecido o Prémio Nobel da Paz que recebeu em 2025, num gesto não reconhecido pelo comité de Oslo.
"Estamos em negociações com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Gostava muito de poder fazê-lo", declarou sem detalhes.
O Presidente norte-americano insistiu esta terça-feira que a Venezuela enviava anteriormente os seus "traficantes de droga e prisioneiros" para os Estados Unidos, uma situação que se alterou após a captura de Maduro.
"Eu era contra a Venezuela, mas agora amo a Venezuela", disse Trump, acrescentando que tem "trabalhado muito bem" com o novo Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder após a sua deposição.
Donald Trump indicou que as petrolíferas estão a preparar-se para fazer "investimentos massivos" na Venezuela, um país que diz possuir "mais petróleo até do que a Arábia Saudita".
Em 3 de janeiro, tropas norte-americanas depuseram Nicolás Maduro durante um ataque na Venezuela que resultou na captura e transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, onde ambos enfrentam acusações de tráfico de droga.
Trump anunciou então que governaria a Venezuela e, posteriormente, apoiou o novo Governo de Rodríguez, justificando que estava a cumprir todas as exigências de Washington, incluindo o acesso ao setor petrolífero venezuelano.
Até à data, os Estados Unidos excluíram María Corina Machado do processo de transição, considerando que não tem apoio interno suficiente para liderar o país.
